Falar sobre Segurança de Aplicações hoje parece tão complicado quanto era defender o uso de firewalls no final dos Anos 90. A maioria do público que paga essa conta não entende como o processo funciona, e mais importante, não consegue entender em sua perspectiva qual é o valor deste tipo de iniciativa para a sua empresa. Discutimos sobre segurança integrada, promovemos a proteção de ativos, mas no final do processo o que vale para que o investimento ocorra é responder a uma pergunta simples e que dificilmente recebe uma resposta direta: quanto o seu cliente ganha com isso?
Insights sobre riscos operacionais e continuidade de negócios no mundo real.
13 de jul. de 2009
Um novo cenário para a Segurança de Aplicações
Falar sobre Segurança de Aplicações hoje parece tão complicado quanto era defender o uso de firewalls no final dos Anos 90. A maioria do público que paga essa conta não entende como o processo funciona, e mais importante, não consegue entender em sua perspectiva qual é o valor deste tipo de iniciativa para a sua empresa. Discutimos sobre segurança integrada, promovemos a proteção de ativos, mas no final do processo o que vale para que o investimento ocorra é responder a uma pergunta simples e que dificilmente recebe uma resposta direta: quanto o seu cliente ganha com isso?
2 de mai. de 2009
Porque a Segurança Técnica é a base da Gestão de Riscos
Em qualquer mercado, sempre existe uma buzzword que toma a mídia especializada e as conversas dos profissionais nas rodas de bate papo e início de reuniões. Nos últimos meses, o conceito de Governança, Risco e Compliance (GRC) tem aparecido como uma das principais iniciativas em Segurança da Informação, onde um framework muito bem estruturado, ajuda as organizações a manterem o risco em seus ambientes dentro de níveis toleráveis por quem paga a conta.
Isso é sensacional, e me deixa satisfeito de ver que a especialização que escolhi como carreira, finalmente assume um papel estratégico. Porém, existe uma base que muitas vezes é esquecida e até desprezada pelas empresas e profissionais que cuidam dos seus processos de segurança: a segurança técnica. Apesar de ser a parte mais fundamental para a manutenção de um ambiente seguro, este componente é continuamente colocado como item de segunda linha, ou que não precisa de pessoas especializadas para ser adequado e administrado. Isto não é uma opinião pessoal, existem fatos que deixam claro o quanto precisamos melhorar neste aspecto.
1 de fev. de 2009
Fundamentos para uma Política de Segurança da Informação
Eu considero o desenvolvimento de uma Política de Segurança da Informação uma das tarefas mais difíceis dentro das práticas de gestão desta disciplina. Infelizmente, não é incomum observar empresas que mantêm uma visão míope dos custos associados a um projeto dessa natureza, e acabam comprando um "produto de prateleira" que, por não estar adaptado a realidade organizacional do ambiente onde é aplicada, acaba gerando uma série de problemas que dificilmente são inclusos nessa conta.
O artigo "Fundamentos para uma Política de Segurança da Informação" foi escrito colocando a experiência que acumulei neste tipo de empreitada ao longo dos anos, onde espero que os meus erros e aprendizados possam ser utilizados para facilitar a vida em iniciativas como esta. O documento está disponível na página de artigos, ou diretamente no Slide Share.
21 de ago. de 2008
A Queda de um Mito
Durante muito tempo a única pesquisa de referência em Segurança da Informação era o documento anual “Computer Crime and Security Survey” publicado em conjunto pelo Computer Security Institute e o FBI desde 1997. Nos cinco primeiro anos, em média 48% dos eventos relacionados A falhas de segurança foram atribuídos ao “inimigo interno”, funcionários que causavam problemas por desconhecimento, abuso de privilégios e mesmo por pura vontade de prejudicar suas organizações. Nos anos seguintes, este percentual não variou muito e boa parte do mercado assumiu uma unanimidade: o grande culpado pelas falhas de segurança é o funcionário.
Será que esta premissa é real ou o mito realmente caiu?
Entendendo o PCI DSS
No meio da corrida pelo ouro que movimentou a Califórnia do Século XIX, muitos comerciantes aproveitaram a grande quantidade de moeda circulante para vender um elixir que curava tudo: o Snake Oil. De dedo inflamado a dor de cabeça, o remédio tinha propriedades milagrosas. Ou pelo menos era vendido assim. Com o passar do tempo, o termo entrou para o linguajar norte-americano como uma fraude que promete milagres mas é incapaz de fazer mais que um placebo. O autor, pesquisador e profissional de IT Security, Bruce Schneier, usou o termo em seu blog ao se referir a forma como alguns produtos de criptografia estavam sendo vendidos.
Belas palavras que impressionam um leigo, porém ao serem analisadas por um profissional com um mínimo de conhecimento sobre o assunto não passam desta definição: belas palavras.Os padrões de segurança estabelecidos pelo Payment Card Industry (PCI) Council são referenciados por muitas pessoas desta forma, como um conjunto de regras simplista criado para satisfazer a necessidade de mostrar aos clientes das operadoras de cartão de crédito que seus dados estão sendo protegidos. Esta visão me parece primária e equivocada, pois a adoção de qualquer padrão de segurança pode cair no mesmo erro. Durante a minha carreira já vi empresas de diversos setores implementarem Planos Diretores de Segurança da Informação que deixavam todos os auditores que tinham pouco pouco tempo para fazer o seu trabalho satisfeitos, mas não resistiam a uma análise um pouco mais profunda.
Independente de qual seja o padrão de segurança que a sua empresa adote – ou queira adotar – a forma como o processo é implementado e administrado, importa muito mais do que a quantidade de controles que serão colocados no seu ambiente. Os controles estabelecidos pelo PCI Council têm a vantagem de serem simples, eficazes dentro do escopo ao qual se propõe a abordar e altamente escalonáveis. Este artigo mostra em uma visão geral, como estes padrões nasceram, quais controles são esperados e como a sua empresa pode se alinhar para um processo de certificação.
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